Escrito pela equipe Minha Tireoide Atualizado em como produzimos e revisamos
Iodo radioativo
Reduz ou elimina o tecido tireoidiano hiperativo com uma dose de iodo captada de forma seletiva pela glândula.
Para quem costuma ser indicado
- Doença de Graves, sobretudo quando não houve remissão com antitireoidiano ou há preferência por tratamento definitivo
- Bócio nodular tóxico e nódulos hiperfuncionantes
- Pessoas para quem a cirurgia representa risco maior do que o habitual
- Alguns casos de câncer de tireoide, num contexto e numa dose diferentes do uso em hipertireoidismo
Como funciona
A tireoide é o único órgão do corpo que capta iodo em grande quantidade, porque usa esse elemento para fabricar hormônio. O tratamento aproveita essa característica: o paciente toma uma cápsula ou líquido com iodo radioativo, que se concentra quase exclusivamente no tecido tireoidiano e emite radiação localizada, capaz de destruir parte ou a maior parte das células da glândula.
Diferente da cirurgia, não há corte nem anestesia. O efeito, no entanto, não é imediato: a redução da função tireoidiana acontece ao longo de semanas a poucos meses, à medida que as células afetadas deixam de funcionar.
Na maioria dos casos tratados para hipertireoidismo, o resultado esperado é a redução da tireoide a um ponto em que ela produz pouco ou nenhum hormônio, o que leva ao hipotireoidismo. Isso não é uma falha do tratamento: é o desfecho previsto e, em geral, mais fácil de controlar com levotiroxina do que o hipertireoidismo era de tratar antes.
O que esperar
- 1 O preparo pode incluir ajuste temporário de medicamentos e, às vezes, uma dieta com restrição de iodo por um período antes da dose, conforme orientação da equipe.
- 2 Nos dias seguintes à dose, recomenda-se manter distância de crianças pequenas e gestantes, e seguir orientações específicas de higiene e contato, por causa da radiação residual eliminada pelo corpo.
- 3 O tratamento não é indicado durante a gravidez, e a orientação costuma incluir evitar engravidar por um período depois da dose, conforme definido pela equipe médica.
- 4 Amamentação é interrompida antes do tratamento e não pode ser retomada com a mesma lactação, pelo risco de o iodo radioativo passar para o leite.
- 5 O hipotireoidismo depois do tratamento é o desfecho esperado na maior parte dos casos de Graves, não um efeito colateral raro, e costuma ser tratado com levotiroxina pelo resto da vida.
- 6 Piora temporária de sintomas oculares já existentes é possível em quem tem doença de Graves com envolvimento dos olhos, e costuma ser discutida com o médico antes da decisão pelo tratamento.
Acompanhamento
- TSH e T4 livre são monitorados nas semanas e meses seguintes, para identificar quando e se o hipotireoidismo se instala.
- Uma vez identificado o hipotireoidismo, o acompanhamento segue o mesmo padrão da reposição hormonal com levotiroxina.
- Em quem tem doença ocular associada à Graves, o acompanhamento oftalmológico costuma ser mantido em paralelo.
- Consultas de retorno costumam ser mais próximas nos primeiros meses e se espaçam depois que a função da tireoide se estabiliza.
Perguntas frequentes
O iodo radioativo é seguro?
Vou ficar radioativo depois do tratamento?
Ficar com hipotireoidismo depois é normal?
Posso engravidar logo depois do tratamento?
Quem não pode fazer esse tratamento?
Esta página é educativa. Ela ajuda você a entender o que está no seu exame ou laudo, mas não substitui a avaliação de um profissional de saúde e não serve para fechar diagnóstico.
Medicamentos envolvidos
Outros tratamentos
Referências e revisão
- Guidelines for the Diagnosis and Management of Hyperthyroidism
- Diretrizes em hipertireoidismo
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