Entenda seus exames
Escolha um exame para entender o que ele mede, o que altera o resultado e quais perguntas levar à consulta.
Função da tireoide
TSH TSH O TSH mede o quanto a hipófise está cobrando trabalho da tireoide. É o exame mais sensível para detectar disfunção e o primeiro a sair da faixa. 0,4 a 4 mUI/L
T4L T4 livre O T4 livre mede a fração do hormônio da tireoide disponível para os tecidos. É ele que diz se a alteração é leve ou já está instalada. 0,7 a 1,8 ng/dL
T3 T3 O T3 é a forma ativa do hormônio tireoidiano. Ajuda pouco no hipotireoidismo e muito na investigação de hipertireoidismo. 80 a 200 ng/dL
Tg Tireoglobulina A tireoglobulina é a proteína que a tireoide fabrica. Serve como marcador de tecido tireoidiano no seguimento de câncer, não como exame de rotina.
CT Calcitonina A calcitonina é o marcador do carcinoma medular de tireoide. Não é exame de rotina, e valores pouco elevados têm várias explicações benignas. Anticorpos
A-TPO Anti-TPO O anti-TPO indica agressão autoimune à tireoide. É o marcador da tireoidite de Hashimoto e ajuda a prever quem vai precisar de tratamento. até 35 UI/mL
A-Tg Anti-Tg O anti-Tg complementa o anti-TPO na suspeita de doença autoimune e é indispensável no seguimento de quem tratou câncer de tireoide. até 115 UI/mL
TRAb TRAb O TRAb identifica a doença de Graves e é o exame que separa hipertireoidismo autoimune de tireoidite, sem precisar de cintilografia. até 1,75 UI/L Imagem e procedimentos
US Ultrassom O ultrassom mostra o tamanho, a textura e os nódulos da tireoide. É o exame que decide quem precisa de punção, e não avalia a função hormonal.
CINT Cintilografia A cintilografia mostra quais partes da tireoide estão captando iodo. Serve para descobrir a causa do hipertireoidismo, não para avaliar risco de câncer.
PAAF PAAF A PAAF retira células do nódulo com uma agulha fina para análise. É o exame que responde se um nódulo é benigno, e é feito no consultório. Combinações comuns de resultados
Na prática, nenhum exame da tireoide é lido sozinho. Estas são as combinações que mais aparecem nos laudos.
↑= TSH alto + T4 livre normal O padrão mais comum de hipotireoidismo subclínico. A hipófise já reagiu, mas o T4 livre segue dentro da faixa. Veja o que costuma vir depois. ↑↓ TSH alto + T4 livre baixo O padrão clássico do hipotireoidismo já instalado. A tireoide não produz o suficiente mesmo sob estímulo máximo da hipófise. ↓↑ TSH baixo + T4 livre alto O padrão clássico do hipertireoidismo declarado. O excesso de hormônio desliga o sinal que a hipófise normalmente envia à tireoide. ↓= TSH baixo + T4 livre normal Hipertireoidismo subclínico: a tireoide já produz hormônio em excesso, mas o T4 livre ainda está dentro da faixa de referência. =+ TSH normal + anti-TPO alto O eixo hormonal ainda funciona normalmente, mas existe um processo autoimune ativo contra a tireoide. Entenda o que isso costuma indicar. ↑+ TSH alto + anti-TPO alto A combinação típica da tireoidite de Hashimoto em atividade: o TSH sobe porque o ataque autoimune já reduz a produção de hormônio.
Ver todas as combinações Esta página é educativa. Ela ajuda você a entender o que está no seu exame ou laudo, mas não substitui a avaliação de um profissional de saúde e não serve para fechar diagnóstico.