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Lactose

Intolerância à lactose é mais comum em Hashimoto do que na população geral, mas cortar laticínios sem sintomas não trata a tireoide.

Depende

Intolerância à lactose é mais comum em Hashimoto do que na população geral, mas cortar laticínios sem sintomas não trata a tireoide.

O que se diz

Laticínios entram em listas de alimentos a evitar em protocolos para Hashimoto, muitas vezes sem relação com sintoma digestivo nenhum.

O que a evidência mostra

Intolerância à lactose por deficiência da enzima lactase é descrita com frequência um pouco maior em pessoas com doenças autoimunes da tireoide, possivelmente pela relação entre autoimunidade tireoidiana e alterações da mucosa intestinal. Quando existe intolerância real, com sintomas como distensão, gases e diarreia após consumir laticínios, faz sentido reduzir ou ajustar o consumo.

Isso é diferente de cortar laticínios como estratégia geral para tratar Hashimoto sem ter sintoma de intolerância. Não há evidência de que a lactose, isoladamente, piore o processo autoimune da tireoide em quem digere bem o leite.

Laticínios também são veículo comum de cálcio, o que traz outro ponto de atenção: leite e derivados tomados perto da levotiroxina reduzem a absorção do hormônio pelo mesmo mecanismo do cálcio em suplemento. O horário importa mais do que a presença do alimento na dieta.

Quem se beneficia

Quem tem intolerância à lactose comprovada por sintomas consistentes ou teste específico.

Onde mora o risco

Cortar laticínios sem necessidade pode reduzir a ingestão de cálcio e vitamina D da dieta, dois nutrientes já frequentemente insuficientes, sem trazer benefício correspondente para a tireoide.

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Esta página é educativa. Ela ajuda você a entender o que está no seu exame ou laudo, mas não substitui a avaliação de um profissional de saúde e não serve para fechar diagnóstico.

Referências e revisão

  • Orientações sobre alimentação e tireoide — Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, 2021

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